César Júnior: O equilibrado Campeonato Mundial de Formula1

César Júnior: O equilibrado Campeonato Mundial de Formula1

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César Júnior – A Fórmula 1 está vivendo uma temporada com gostinho de nostalgia em 2016. De maneira surpreendente, o campeonato deste ano, mostra um equilíbrio interessante entre Hamilton e Rosberg, desenhando uma incógnita de quem poderá ser o campeão mundial, o que torna a competição atraente e diferenciada.
Hamilton vinha numa sequência de três vitórias seguidas (Áustria, Inglaterra e Hungria), até as férias de verão que iniciaram a partir do dia 31 de Julho. Quando a temporada iniciou no dia 28 de Agosto, Rosberg conseguiu novamente reverter a situação e conquistou dois primeiros lugares (Bélgica e Itália), deixando o campeonato em suspense para o GP de Cingapura que acontece dia 18 de Setembro. É sempre bom lembrar, que o piloto alemão, emendou quatro vitórias na sequência (Austrália, Bahrein, China e Rússia), dando a entender  que seria mais uma temporada sem graça e sem emoções.
A Fórmula 1 precisa encontrar um caminho mais especifico, quando se trata em equilíbrio e disputa. É muito interessante observar a luta travada entre os dois primeiros colocados da tabela, mas um fator marcante predomina no conceito final. Ambos são da mesma equipe. Esta diferença traduzida em números, mostra que estamos lidando com

HUNGARIAN GRAND PRIX F1/2010 -  BUDAPEST 01/08/2010 - START © FOTO ERCOLE COLOMBO
GRANDE PRÊMIO F1/2010 – BUDAPEST CRÉDITO: © FOTO ERCOLE COLOMBO

mundos diferentes, onde o campeonato está em suspense numa direção e completamente definido em outra. Numa análise prática, os números não deixam dúvidas dessa tese. A diferença de pontos entre Rosberg, segundo colocado e Ricciardo em terceiro é de 87 pontos. No campeonato de construtores, os números ainda são mais expressivos com Mercedes a absurdos 208 pontos à frente da segunda equipe colocada (Red Bull). Só para se ter uma ideia de que estamos falando de dois mundos completamente diferentes, o número de pontos que separam ambas as equipes, cabem dentro da diferença que separa Ferrari (3º colocada) até Force Índia na 5º colocação. Se analisarmos a tabela de baixo para cima, podemos identificar que cinco equipes juntas, não conseguem a pontuação da diferença de 208 pontos que separam Red Bull e Mercedes. Manor, Renault, Haas, Toro Rosso e McLaren juntas, somam 128 pontos, ficando a 80 pontos abaixo dessa média.
A Fórmula 1 precisa passar por mudanças radicais em sua estrutura para conseguir equilibrar o campeonato e abrir o leque de disputa pelo campeonato entre mais pilotos. É interessante observar a briga entre Hamilton e Rosberg, mas tratam-se de dois competidores da mesma equipe, ou seja, com certeza o campeonato fica em casa, concentrado apenas neste foco. Seria interessante se estudar novas regras e colocar em prática maneiras que mexessem na estrutura do processo de forma radical. Quem sabe se houvesse um nivelamento de motores, onde apenas um fabricante fornecesse os mesmos, seria uma solução.
Durante os últimos anos, os cartolas do automobilismo passaram a estudar métodos para tornar as corridas mais atraentes. Vieram novas regras, novos equipamentos e grandes mudanças. Mas provavelmente o principal fato que poderia de maneira verdadeira colocar a igualdade em pauta, está longe de acontecer. Infelizmente os cifrões, sempre foram e sempre serão, os incentivos que fazem o circo rodar o mundo diante de bilhões de espectadores. E enquanto houver dinheiro envolvido como regra de fé, sempre haverá a desigualdade infiltrada, mesmo numa categoria onde o mais pobre, precisa de milhões para sobreviver!

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